Fiquei mal, ainda que eu já esperasse, a gente sempre espera não querendo que aconteça. Já tinha sido assim antes, eu conhecia o fim de trás pra frente e não ia fazer as mesmas coisas, errar comigo assim de novo. Acabei de sair de um inferno, jurando que não ir arriscar entrar em outro tão cedo, aí você aconteceu e eu não consegui e nem quis evitar. Tudo que eu queria era paz, mas você me fez tão bem e eu fui ficando, gostando, me apegando demais. Eu tenho medo todo dia, todo minuto, mas eu também morro de vontade, saudade de você, então eu paro de pensar nisso tudo e acordo e vou dormir mais um dia pensando em você. Não quero namorar, casar e ter filhos semana que vem. Não queria nem me envolver com ninguém desse planeta tão cedo. Só queria ficar parada, quietinha, pra nada me doer outra vez. Só que eu gosto muito de você, muito mesmo, de alguma forma estranha, ainda que esteja cedo pra isso, ou tarde, eu gosto demais. E, apesar dos pesares, eu prefiro estar com você hoje, amanhã e depois. Sem contrato de amor eterno, sem peso, sem pressão. Até o dia que não der mais e só, foi bom, acabou. Sou do tipo que quando decide alguma coisa, paga pra ver. Se for caro, tudo bem, porque tudo passa sempre. E se você escolher passar agora, tudo bem também. Eu escolho você, que fique claro. Mas se prefere ir embora, se cuida, não vou te pedir pra ficar.
 
 Marcella Fernanda

Fiquei mal, ainda que eu já esperasse, a gente sempre espera não querendo que aconteça. Já tinha sido assim antes, eu conhecia o fim de trás pra frente e não ia fazer as mesmas coisas, errar comigo assim de novo. Acabei de sair de um inferno, jurando que não ir arriscar entrar em outro tão cedo, aí você aconteceu e eu não consegui e nem quis evitar. Tudo que eu queria era paz, mas você me fez tão bem e eu fui ficando, gostando, me apegando demais. Eu tenho medo todo dia, todo minuto, mas eu também morro de vontade, saudade de você, então eu paro de pensar nisso tudo e acordo e vou dormir mais um dia pensando em você. Não quero namorar, casar e ter filhos semana que vem. Não queria nem me envolver com ninguém desse planeta tão cedo. Só queria ficar parada, quietinha, pra nada me doer outra vez. Só que eu gosto muito de você, muito mesmo, de alguma forma estranha, ainda que esteja cedo pra isso, ou tarde, eu gosto demais. E, apesar dos pesares, eu prefiro estar com você hoje, amanhã e depois. Sem contrato de amor eterno, sem peso, sem pressão. Até o dia que não der mais e só, foi bom, acabou. Sou do tipo que quando decide alguma coisa, paga pra ver. Se for caro, tudo bem, porque tudo passa sempre. E se você escolher passar agora, tudo bem também. Eu escolho você, que fique claro. Mas se prefere ir embora, se cuida, não vou te pedir pra ficar.
 
 Marcella Fernanda

(Source: jrbarreto)


4 days ago / 63 notes / © jrbarreto / Reblog

É muito triste o fim de uma história. Ser de alguém, num outro dia passar por ele na rua e os dois acenarem sem jeito, como dois desconhecidos. É muito triste o fim do amor, que não deixa espaço pra nenhum outro tipo de relação, vai embora e leva tudo junto com ele. Tão triste que você tem medo de começar tudo de novo, se entregar, falar tantas coisas e terminar acenando pra mais um estranho do outro lado da rua.
~ Marcella Fernanda

(Source: jrbarreto)


4 days ago / 97 notes / © jrbarreto / Reblog

(via jrbarreto)


4 days ago / 13,025 notes / © in-perfeito / Reblog

(via lucky-man)


6 days ago / 47 notes / © sciretacere / Reblog

- Não, não. Não vamos estragar o silêncio dessa manhã chuvosa com o som das palavras.
- Mas, amor, eu ia lhe dizer que…
- Eu sei, eu sei.
- Está renegando uma declaração de amor?
- Não, meu caro. Estou apenas evitando ouvir uma mentira.
- Como p…
- Por favor, entenda. Não se ama com palavras, mas com silêncio. Ouve? - pausa - É o silêncio da minha declaração. 



O céu estava tingido de cobre e as nuvens repartiam-se em tantas partes que eu mal podia contar. O vento estava tão frio que eu era capaz de enxergá-lo. O ar poluído deixava-me tonta, mas em nenhum momento eu parei de caminhar.
Havia todo o tipo de gente com todas as cores de olhos. Azuis, verdes, pretos, castanhos, cinzas, mortos, vazios. Mortos como os rostos que corriam pelas ruas. Vazios como os sentimentos que carregavam em si.
Crianças saiam de uma escola e eram as únicas que sorriam. Sorrisos banguelas e cheios de vida, ar de traquinagem, coisa de criança. Duas menininhas deram-se as mãos. Foi o único ato de amor que vi durante todo o dia, até consegui sorrir.
Agora estou em casa. O cheiro de ar poluído foi substituído pela tinta da caneta, e confesso, esse é bem mais agradável. O tempo já não está tão frio, o gelo permaneceu somente do lado de fora e na ponta do nariz.
Dormi sentindo calor.

O céu estava tingido de cobre e as nuvens repartiam-se em tantas partes que eu mal podia contar. O vento estava tão frio que eu era capaz de enxergá-lo. O ar poluído deixava-me tonta, mas em nenhum momento eu parei de caminhar.

Havia todo o tipo de gente com todas as cores de olhos. Azuis, verdes, pretos, castanhos, cinzas, mortos, vazios. Mortos como os rostos que corriam pelas ruas. Vazios como os sentimentos que carregavam em si.

Crianças saiam de uma escola e eram as únicas que sorriam. Sorrisos banguelas e cheios de vida, ar de traquinagem, coisa de criança. Duas menininhas deram-se as mãos. Foi o único ato de amor que vi durante todo o dia, até consegui sorrir.

Agora estou em casa. O cheiro de ar poluído foi substituído pela tinta da caneta, e confesso, esse é bem mais agradável. O tempo já não está tão frio, o gelo permaneceu somente do lado de fora e na ponta do nariz.

Dormi sentindo calor.

(via lucky-man)


6 days ago / 2,605 notes / © johnnysuxxx / Reblog


Quando dois corações se querem entender, ainda que falem hebraico, descobrem-se logo um ao outro.- Machado de Assis  

Quando dois corações se querem entender, ainda que falem hebraico, descobrem-se logo um ao outro.
- Machado de Assis  

(Source: negatividade, via lucky-man)


6 days ago / 1,645 notes / © negatividade / Reblog

(Source: girl--psychopath)




Eu menti por amor. E todas as vezes em que saltaram da minha boca as palavras que lhe causaram algum tipo de ilusão, eu tropecei. Caí na lama das minhas injúrias, sujei todas as nossas cartas de amor, porque fui fraca, penosa. Não consegui suportar a ideia de lhe perder em algum momento, então fracassei. Minhas ondas se desmancharam antes mesmo de tocar a areia da praia, de banhar os seus pés, e por mais que tentasse lhe alcançar sendo vento, jamais consegui voltar a ser capaz de acariciar seu rosto com um lufar de amor. Eu cavei com minhas mãos a doença que se alastra pelo meu corpo. Não há mais palavras belas em meus textos, não se importam com os gritos que perpetuo por aqui. Eles estão cegos de nós – ou talvez de mim. Quem me dera poder ser vista por essas amêndoas desenhadas com carinho em seu rosto, ser encontrada mesmo tão suja de mim, das minhas falcatruas verdades que lancei ao mundo. Malditas foram as minhas juras de amor ornamentadas. Ah, meu amor, se eu soubesse que apreciava o silêncio, teria me tornado um sussurro fraco, débil de amor, quase inaudível, ou até mesmo me transformaria em uma cor tão intensa que poderia tocar com os dedos e sentir o sabor das minhas primárias emoções. Eu fui tola, covarde em demasia. Eu planejei, arquitetei um plano enquanto você partia por aí, sem rumo, sem rota, sem vontade de ficar em mim. Eu desapareci em sua história ao me importar mais com o amanhã, em como seria. Eu fracassei quando desejei moldá-lo em mim. Eu perdi, meu amor, quando mais queria encontrar. 

Eu menti por amor. E todas as vezes em que saltaram da minha boca as palavras que lhe causaram algum tipo de ilusão, eu tropecei. Caí na lama das minhas injúrias, sujei todas as nossas cartas de amor, porque fui fraca, penosa. Não consegui suportar a ideia de lhe perder em algum momento, então fracassei. Minhas ondas se desmancharam antes mesmo de tocar a areia da praia, de banhar os seus pés, e por mais que tentasse lhe alcançar sendo vento, jamais consegui voltar a ser capaz de acariciar seu rosto com um lufar de amor. 
Eu cavei com minhas mãos a doença que se alastra pelo meu corpo. Não há mais palavras belas em meus textos, não se importam com os gritos que perpetuo por aqui. Eles estão cegos de nós – ou talvez de mim. Quem me dera poder ser vista por essas amêndoas desenhadas com carinho em seu rosto, ser encontrada mesmo tão suja de mim, das minhas falcatruas verdades que lancei ao mundo. Malditas foram as minhas juras de amor ornamentadas. Ah, meu amor, se eu soubesse que apreciava o silêncio, teria me tornado um sussurro fraco, débil de amor, quase inaudível, ou até mesmo me transformaria em uma cor tão intensa que poderia tocar com os dedos e sentir o sabor das minhas primárias emoções. Eu fui tola, covarde em demasia. Eu planejei, arquitetei um plano enquanto você partia por aí, sem rumo, sem rota, sem vontade de ficar em mim. Eu desapareci em sua história ao me importar mais com o amanhã, em como seria. Eu fracassei quando desejei moldá-lo em mim. 
Eu perdi, meu amor, quando mais queria encontrar. 

(via lucky-man)



(…) Voltei a trocar olhares contigo e isso era devastador, como se fosse possível mergulhar em seus olhos e me encontrar nadando em seus segredos.

(…) Voltei a trocar olhares contigo e isso era devastador, como se fosse possível mergulhar em seus olhos e me encontrar nadando em seus segredos.



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A gente sabe quando encontra a pessoa certa. Tem gente que diz ah-eu-pensava-que-tal-pessoa-era-a-certa-e-depois-vi-que-não-era. Mentira. No fundo a gente sabe. A gente sempre sabe. O que falta e o que completa. O que abriga e o que desperta. O que protege e o que afugenta. A gente sabe, a gente adora fingir, mas a gente sabe. Porque a gente sente. Lá no fundo, lá dentro, lá na alma, lá.

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